Todos os dias, é jogada nas ruas de São Paulo uma quantidade de lixo equivalente ao peso de 28 elefantes – ou cerca de 340 toneladas. Entre bitucas de cigarro, sacolas plásticas e garrafas PET, os garis paulistanos recolhem das ruas mais lixo do que o total de resíduos coletados em diversas outras cidades brasileiras.

Esse, lamentavelmente, é o cenário da maioria das grandes cidades do nosso país. No Rio de Janeiro, o gasto com a limpeza das ruas chega a custar, por ano, o valor necessário para a construção de 20 escolas. O fato é que, por mais eficiente que seja o serviço de limpeza urbana, boa parte do lixo jogado nas ruas não é coletada, o que contribui com o agravamento de diversos problemas, entre eles a poluição e as enchentes.

Para onde vai todo o lixo jogado nas ruas da cidade? Mesmo aquele que consegue ser destinado aos lixões e aterros é objeto de contaminação do ambiente, pois muitas vezes não recebe o tratamento adequado. Boa parte da sujeira, no entanto, acaba sendo drenada pela água das chuvas até os rios, indo parar em ambientes diversos, como manguezais e praias.

A National Geographic preparou um infográfico sobre a viagem do lixo jogado nas ruas ou disposto de forma inadequada nos lixões. Foram ilustrados alguns impactos ambientais causados por pedaços de náilon, plástico, isopor e outros resíduos que podem ser carregados pelas águas – da chuva, dos rios ou do mar.


© Fonte: National Geographic. Ver em tela cheia.

O modos de usar a natureza nas cidades

Na sala de aula, o infográfico pode ser apresentado em paralelo a diversos conteúdos de Geografia. Uma das possibilidades é problematizar o papel atribuído pela sociedade aos rios que compõem o território das grandes cidades brasileiras. Muitas vezes, os recursos hídricos cumprem o limitado papel de sistemas técnicos de saneamento e drenagem, deixando de lado outros usos possíveis, entre eles o de lazer e o de transporte, sem contar o de captação de água para o consumo humano.

Outra cidade

Quais atitudes devem ser tomadas para que os problemas levantados no infográfico sejam minorados ou resolvidos? Como seria essa mesma cidade caso essas atitudes fossem levadas em conta? Essas são algumas questões problematizadoras que podem ser direcionadas aos estudantes, com base na utilização do infográfico como recurso didático.

Dependendo da série e do contexto, pode ser interessante solicitar aos estudantes que pesquisem na internet sobre ações que estão sendo tomadas pelo Estado, por empresas e pela sociedade para solucionar os problemas ilustrados. Essas ações são suficientes? Qual é o papel de cada um desses agentes nessa realidade?

Utilizou o infográfico em sala de aula? Tem outras ideias para transformá-lo em objeto de aprendizagem? Compartilhe conosco por meio dos comentários.