Alguns dos mais populares emojis – carinhas e símbolos que ajudam a expressar alegria, tristeza, surpresa ou decepção em nossas mensagens online – têm um significado ou uma história não tão óbvia por trás.
Esses significados podem, inclusive, variar de acordo com os lugares em que são utilizados, uma vez que esses símbolos carregam consigo a cultura de quem os inventou.
Os emojis nasceram no Japão na década de 1990. Fabricantes de celulares como a Apple começaram a incorporar esses símbolos em seus telefones, até que eles passaram a ser usados por milhões de pessoas diariamente.
Esses significados ocultos começaram a ser pesquisados em 2013 pelo desenvolvedor de software australiano Jeremy Burge, que criou a Emojipedia – uma espécie de dicionário de emojis no qual ele explica o que cada um deles representa, qual é sua aparência em cada plataforma de telefonia celular e desde quando eles existem. [em inglês]
A reportagem da BBC Brasil traz algumas das descobertas mais interessantes da Emojipedia. É interessante que muitos símbolos criados no Japão têm o seu significado alterado aqui no Brasil.

Um bom exemplo disso são os três macacos, que se inspiram em esculturas de um templo xintoísta japonês. Eles ilustram os proverbio japonês “não ver o mal, não ouvir o mal, não falar o mal”. No Brasil, geralmente os símbolos dos macacos são usados em tom de brincadeira para dizer que alguém não quis ver, escutar ou falar alguma coisa.

Veja a origem de outros emojis e seus diferentes significados na reportagem da BBC.

Emojis vieram para ficar e seu uso está crescendo em rápida velocidade. Segundo a Unicode Consortium, organização que regula a codificação na internet, o mundo tem mais 1.000 ícones catalogados.
Para algumas pessoas, os caracteres com imagens podem ser considerados como um “alfabeto” digital, um novo sistema linguístico de comunicação que tem o uso do computador como mediador da interação verbal.

Leia mais sobre a relação entre emojis e linguagem.

 

Adriano Liziero
Blogueiro desde 1999 e hacker desde cedo, gosto de desmontar e descomplicar coisas. Voltei de Angola, onde vivi durante quatro anos, querendo ser piloto de avião e geógrafo. Estudei aviação e, mais tarde, ingressei na faculdade de Geografia da USP. Minha paixão por descomplicar coisas me levou também ao jornalismo. Há sete anos, trabalho fazendo games, vídeos e infográficos de geografia. Fundei o Geografia Visual para explicar o mundo de um jeito diferente e criativo.