Os mapas-múndi são representações planas da superfície terrestre e apresentam distorções variadas da realidade.
Ao transferir a tridimensionalidade da superfície da Terra para um plano, é normal que ocorram distorções em diversas partes do mapa.

Quanto maior a área a ser representada, as chances de ocorrer deformações aumentam.
Nesse sentido, o sistema de projeções cartográficas visa diminuir as distorções, ainda que não consigam eliminá-las por completo.
De acordo com a visão de mundo de quem está produzindo, os interesses envolvidos e o uso estratégico que correspondem, as deformidades de um mapa podem se acentuar ou diminuir em determinadas áreas.
Essas características podem ser percebidas em diversas projeções, que colocam certas regiões em evidência em detrimento de outras.
Um exemplo disso é a projeção de Mercator, considerada eurocentrista, pois a Europa está no centro do mapa e superdimensionada em comparação, por exemplo, ao continente africano.
Para tornar mais evidente as deformidades dos mapas, o site interativo The True Size (O Tamanho Verdadeiro) permite arrastar os polígonos que formam os países e compará-los com outros.

Acesse o mapa, digite o nome de um país no campo de busca e, depois, arraste esse país e o compare com outros países do mapa.


 

Adriano Liziero
Blogueiro desde 1999 e hacker desde cedo, gosto de desmontar e descomplicar coisas. Voltei de Angola, onde vivi durante quatro anos, querendo ser piloto de avião e geógrafo. Estudei aviação e, mais tarde, ingressei na faculdade de Geografia da USP. Minha paixão por descomplicar coisas me levou também ao jornalismo. Há sete anos, trabalho fazendo games, vídeos e infográficos de geografia. Fundei o Geografia Visual para explicar o mundo de um jeito diferente e criativo.
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