Texto: Natalia Benatti Zardo
Pauta e edição: Adriano Liziero

Os avanços dos meios de comunicação foram os que mais contribuíram para a construção de um mundo hiperconectado. A intensificação das relações a nível mundial é chamada de globalização, um fenômeno caracterizado pela integração dos fluxos de pessoas, capital e informação.
Embora os benefícios da globalização, como as tecnologias, não sejam acessíveis a toda população mundial, vivemos hoje em uma rede geográfica de diferentes dimensões. Essas redes são responsáveis por estabelecer interconexões entre um ponto geográfico e outro.
A eficiência do sistema de comunicação global é possibilitada pela invenção de novas tecnologias. São os satélites e os cabos submarinos que proporcionam a comunicação que, hoje, é essencial para a instalação de indústrias em diferentes partes do mundo.
Com a produção industrial descentralizada, a circulação de informações e de mercadorias é uma atividade essencial nesse mundo globalizado.
Mapa mundial da rede de cabos submarinos
A empresa de consultoria em telecomunicação TeleGeography criou um mapa interativo no qual é possível ver todos os caminhos dos cabos e as localidades conectadas.
Clicando em cada um, você tem acesso a informações específicas, como data de criação, comprimento do cabo, a empresa proprietária e os pontos de chegada e saída.
Clique aqui para acessar o mapa interativo.

 

 

Com a espacialização dos cabos, localizados no fundo do mar, é possível termos uma noção visual e espacial da dimensão e complexidade por trás de ações cotidianas, como o uso de celulares e computadores.
A funcionalidade dos cabos
O primeiro cabo de comunicação transatlântico foi criado em 1858, no auge do desenvolvimento industrial na Europa. Ele servia para sustentar o funcionamento do telégrafo, a tecnologia de comunicação da época.
Atualmente, os cabos submarinos são os principais responsáveis por garantir uma rede eficaz de comunicação em escala global. Distribuídos por todas as áreas oceânicas do mundo, existem hoje mais de 360 cabos submarinos em funcionamento. Ao todo, somam 800 mil quilômetros, extensão capaz de dar 20 voltas em torno da Terra.
Os cabos submarinos são considerados mais vantajosos do que os satélites, já que eles não estão sujeitos a intempéries. Além disso, as fibras óticas que compõem os cabos têm tráfegos de dados até 1.000 vezes maior que os satélites.
O jornal Nexo publicou uma reportagem que explica como esses cabos funcionam. Clique aqui para ler.
Para entender o mundo hiperconectado

O documentário “Eis os delírios do mundo conectado”, do diretor Werner Herzog, é uma boa sugestão para se pensar sobre o cenário hiperconectado que vivemos.
O longa apresenta a história da criação da internet, desde a primeira mensagem enviada via computador, até uma análise sociológica dos impactos causadas pela imersão dessa tecnologia na sociedade contemporânea.

Natalia Benatti Zardo
Sou apaixonada pela ciência geográfica e por tudo que tiver mapas. Estou no último ano do curso de Geografia, na Universidade do Estado de Santa Catarina. Entrei no universo dos blogs para contribuir pelo reconhecimento do ensino de geografia. Acredito que a educação é a primeira porta de entrada para o mundo. Escrevo o blog Geograficamente Falando.