Uma plataforma quer ser o menor país do mundo

Adriano Liziero

Adriano Liziero

Editor | Geógrafo

11 de maio de 2019

Essa plataforma oceânica em águas internacionais,  a 11 quilômetros da costa da Inglaterra, foi declarada como um país – o menor do mundo – em 1967.

Sealand, como a micronação foi batizada, é uma plataforma de concreto construída em 1942 para defender o Reino Unido dos ataques marítimos nazistas durante a Segunda Guerra.

Abandonada em 1956, só foi ocupada onze anos mais tarde por um ex-major do Exército britânico, que proclamou o território como sua propriedade e o declarou como um país.

Um ano depois, a marinha britânica tentou expulsá-lo, sem sucesso. Um juiz britânico considerou que Sealand estava além das águas territoriais do Reino Unido e fora do controle do governo de Londres.

Afinal, é tão fácil assim fundar um país?

A Convenção Internacional de Montevidéu, de 1933, pode nos dar pistas para essa questão. O documento diz que um país é uma entidade com “uma população permanente, território definido, governo e a capacidade de entrar em relação com outros Estados”.

Sealand possui quase todos esses pré-requisitos. Lhe falta ser reconhecido por outros países do mundo.

Atualmente, a ONU é o palco onde os 193 países-membros se reúnem para desenvolver relações entre os Estados nacionais. Para ser um país-membro da ONU, o país precisa ser aprovado pelos demais.

No mundo, há uma série de “países que ainda não existem”. A Palestina, por exemplo, embora tenha sido reconhecida pela ONU como Estado observador não-membro, ainda não obteve o reconhecimento como Estado nacional soberano.

Embora não seja reconhecido como país, Sealand está no jogo geopolítico por meio do ciberespaço. Por não estar sujeita ao controle de nenhum outro país, servidores de internet se instalam em Sealand para fugir das regras impostas por alguns Estados nacionais. É o caso do Pirate Bay, uma organização anticopyright que, inclusive, já tentou comprar Sealand.

Adriano Liziero

Adriano Liziero

Editor | Geógrafo

Estudei Geografia influenciado pela experiência de viver em Angola, país que despertou em mim a vontade de compreender o mundo. Meu gosto pela escrita também me levou ao jornalismo.
Trabalho no mercado editorial de didáticos, com foco em tecnologia educacional. Criei o Geografia Visual para explicar o mundo utilizando o poder didático das imagens.

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