Os terremotos e a ilusão de terra firme

Adriano Rangel Liziero

Adriano Rangel Liziero

Editor | Geógrafo

30 de janeiro de 2012

Porto Príncipe, capital do Haiti, após terremoto que devastou diversas localidades do país.

A Terra é um planeta dinâmico. Os primeiros continentes foram formados há mais de quatro bilhões de anos, com aparência e dimensões bem diferentes das que conhecemos hoje. Se a idade da Terra (4,56 bilhões de anos) fosse reduzida ao tempo de apenas um ano, os primeiros membros da nossa espécie surgiriam somente às sete horas e doze minutos da noite do dia trinta e um de dezembro.

Na escala do tempo geológico do planeta, a sensação que temos de terra firme não passa de mera aparência. Os terremotos são uma das evidências dessa dinâmica planetária. Metade da população mundial mora em áreas sujeitas a terremotos.

A maior parte desses tremores não causa danos materiais, embora seja, muitas vezes, percebida pelas pessoas. No mundo, o chão balança levemente cerca de cinquenta mil vezes por ano. Anualmente, cerca de oito mil terremotos possuem maior intensidade e podem causar estragos nos vidros de casa. Esses tremores têm entre 4 e 4,9 graus na escala Richter.

Os tremores que provocam danos em construções, como rachaduras nas paredes, ocorrem cerca de 1.500 vezes por ano, em diversas partes do planeta. A sua intensidade varia entre 5 e 5,9 graus na escala Richter.

Os tremores com mais de 6 graus na escala Richter possuem grande poder de destruição. Eles ocorrem aproximadamente 170 vezes por ano e, quanto mais intensos, vitimam um número maior de pessoas e destroem construções.

Os terremotos mais fortes do mundo, superiores a 8 graus na escala Richter, acontecem, em média, uma vez a cada oito meses.

O vídeo abaixo mostra os efeitos de um terremoto de 6,3 graus, ocorrido em 2011, no interior de um supermercado, na Nova Zelândia. Esse foi o evento natural que mais deixou mortos no país em 80 anos.

Entenda os efeitos causados por um terremoto, com base na escala Richter, no simulador produzido pelo R7. Essa escala de medição é logarítmica, sendo que a cada um grau, a amplitude sísmica é dez vezes maior.

Adriano Rangel Liziero

Adriano Rangel Liziero

Editor | Geógrafo

Voltei de Angola, onde vivi durante quatro anos, querendo ser piloto de avião e geógrafo. Estudei aviação e, mais tarde, ingressei na faculdade de Geografia da USP.
Minha paixão por escrever sobre o mundo me levou também ao jornalismo. Moro em Santos (SP) e trabalho no mercado editorial, produzindo conteúdos didáticos e objetos educacionais digitais. Há sete anos, fundei o Geografia Visual para explicar o mundo de um jeito diferente e criativo.

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