Por que as paisagens das praias são diferentes umas das outras?

Adriano Liziero

Adriano Liziero

Editor | Geógrafo

14 de junho de 2019

Praia em Melbourne, na Australia. Foto: highintheskyphotography.

As praias se distinguem devido a um complexo processo de formação, que envolve diversos fatores ambientais.

A primeira questão a considerar é que a praia está na zona de contato entre os dois maiores ambientes do planeta, o continente e o oceano.

Nessa interação, o mar atua alterando a configuração do continente. Isso pode ser percebido com facilidade nas costas onde as rochas estão junto ao mar, na forma de falésias e costões rochosos.

Todas as rochas, mesmo aquelas que parecem indestrutíveis, como as cristalinas, acabam sofrendo a ação das ondas e do clima, esculpindo falésias, formando cavernas e criando uma grande variedade de paisagens e ambientes sedimentares.

A areia é outro elemento que se relaciona com a fisionomia de uma praia.

Muitas pessoas acreditam que uma praia de areia branca pode ser mais limpa que uma praia de areia escura, o que é um mito.

Isso porque a areia das praias vem geralmente dos rios, que transportam até o litoral os sedimentos formados pelo intemperismo no continente.

Logo, as características da areia estão relacionadas aos tipos de rocha e minerais presentes no continente. Os minerais que predominam nas areias das praias são justamente os mais abundantes no continente: o quartzo e o feldspato.

Na areia das praias, podem ser encontrados também sedimentos de origem biológica, como fragmentos de conchas e corais, além de outros tipos de sedimentos de origem química, vulcânica e até mesmo extraterrestres, como é o caso dos meteoritos.

Assim, os sedimentos que compõem uma praia podem ser de várias cores. A cor da areia mais escura, num tom entre o vermelho e o preto, indicam a presença de minerais pesados, como a monazita, usada na fabricação de catalizadores.

Adriano Liziero

Adriano Liziero

Editor | Geógrafo

Estudei Geografia influenciado pela experiência de viver em Angola, país que despertou em mim a vontade de compreender o mundo. Meu gosto pela escrita também me levou ao jornalismo.
Trabalho no mercado editorial de didáticos, com foco em tecnologia educacional. Criei o Geografia Visual para explicar o mundo utilizando o poder didático das imagens.

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