Qual o real poderio militar da Rússia?

Adriano Liziero

Adriano Liziero

Editor | Geógrafo

14 de dezembro de 2018

Um exemplo do poderio das forças aéreas russas: um avião quadrimotor Ilyushin Il-78, usado para reabastecimento em voo, acompanhado de dois caças-bombardeiros russos Su-34. Foto: Aleksêi Nagaev.

O colapso da União Soviética reduziu o número de soldados e de território russos, mas deixou o país com muitas cartas na manga, especialmente com seu arsenal nuclear e número de tanques.

Os Estados Unidos, a Rússia e a China são os países com maior poderio militar do mundo, sendo que os americanos ocupam incontestavelmente o primeiro lugar. Mas a Rússia mostra grande força quando se trata do seu arsenal nuclear e número de tanques.

Foto: Alexander Murashkin

No mundo, as armas nucleares estão em poder de apenas nove países. Além da Rússia e dos EUA, França, Reino Unido, Índia, Paquistão, China, Israel e Coreia do Norte possuem ogivas nucleares.  Os norte-americanos e os russos são, de longe, os que acumulam mais armas desse tipo (6.800 e 7.000 respectivamente).

Além do arsenal nuclear, há uma área em que a Rússia está em primeiro lugar: tanques de guerra.  Recentemente, o Kremlin anunciou que os russos tinham mais tanques do que qualquer outra nação no mundo, cerca de 20 mil. Os EUA possuem aproximadamente 8.300 tanques, enquanto que países europeus como Alemanha, França e Reino Unido têm poucas centenas dessas brigadas blindadas.

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Apesar desses números, o poderio russo não seria nem de perto tão forte como o dos Estados Unidos ou das forças da Otan. Isso porque  a Rússia tem carência em muitas áreas de tecnologia militar de ponta, incluindo drones de combate e reconhecimento por radar e satélite – essenciais para acertar os alvos com precisão.

Desde 2009, o exército russo passa por uma modernização focada em aprimorar sistemas soviéticos antigos. O foco inicial desse esforço foi a guerra na Ucrânia, entre 2014 e 2015, quando o exército russo invadiu e tomou a região da Crimeia. Esse conflito exigiu que o exército russo se reorganizasse, passando de um exército soviético de mobilização de massa a uma força militar permanente, que pode se mobilizar de forma rápida para tomar o leste da Ucrânia e pressionar Kiev.

Recentemente, em dezembro de 2018, dois bombardeiros nucleares russos, modelo Tu-160 – além de um cargueiro An-124 e um avião de passageiros II-62 –, viajaram 10 mil quilômetros desde Moscou para participar de um exercício militar na Venezuela.

Em um contexto onde o presidente americano, Donald Trump, já havia falado sobre a possibilidade de uma intervenção militar na Venezuela, a presença do exército russo na região, com capacidade nuclear, gerou tensão. Maduro, o presidente venezuelano, tem buscado apoio da Rússia e da China frente aos EUA, explorando os antagonismos que vêm desde a Guerra Fria.

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Adriano Liziero

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Editor | Geógrafo

Estudei Geografia influenciado pela experiência de viver em Angola, país que despertou em mim a vontade de compreender o mundo. Meu gosto pela escrita também me levou ao jornalismo.
Trabalho no mercado editorial de didáticos, com foco em tecnologia educacional. Criei o Geografia Visual para explicar o mundo utilizando o poder didático das imagens.

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