O mundo das fábricas e o custo humano dos eletrônicos

Adriano Liziero

Adriano Liziero

Editor | Geógrafo

22 de agosto de 2014

A importância das fábricas pode ser percebida por meio dos produtos industrializados que utilizamos em nosso cotidiano, mas também no modo de produção industrial que influencia diversas práticas sociais. Os restaurantes “fast food” são exemplos de como o modo de produzir das fábricas foi incorporado em diversas atividades da vida, como no ato de preparar alimentos e de comer.

Os equipamentos eletrônicos ganharam destaque com o advento da cibercultura. Estamos ingressando na era da “internet das coisas”, onde até mesmo os objetos mais simples estarão conectados à rede mundial de computadores, de modo a oferecer alguma facilidade ao usuário.

Assim como qualquer outra ação humana, a cibercultura produz resíduos, conhecidos como lixo eletrônico. Além disso, a produção em massa de equipamentos eletrônicos em países empobrecidos, na lógica capitalista da divisão internacional do trabalho, condena trabalhadores a condições insalubres de trabalho.

Os países empobrecidos são o destino de 80% do lixo eletrônico gerado pelas nações ricas. Esses detritos possuem diversos materiais tóxicos, oferecendo riscos à saúde das pessoas e contaminando o ambiente. O custo humano dos eletrônicos foi alvo de um documentário de nove minutos, com foco na fabricação de smartphones.

Na China, mais de 200 milhões de pessoas trabalham em ambientes de risco para a saúde, na fabricação de eletrônicos para o mercado internacional. De acordo com levantamento feito pelo governo chinês, uma pessoa será envenenada por químicos tóxicos a cada cinco horas, a maioria delas por benzeno. Segundo especialistas, esse número é muito maior. O suicídio é cometido em larga escala pelos trabalhadores doentes.

Adriano Liziero

Adriano Liziero

Editor | Geógrafo

Estudei Geografia influenciado pela experiência de viver em Angola, país que despertou em mim a vontade de compreender o mundo. Meu gosto pela escrita também me levou ao jornalismo.
Trabalho no mercado editorial de didáticos, com foco em tecnologia educacional. Criei o Geografia Visual para explicar o mundo utilizando o poder didático das imagens.

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